quinta-feira, 7 de março de 2013

Aulas Prof. Luigi Domani

Gramática

  Muitas pessoas se perguntam a respeito de como seria a maneira mais adequada de separar as palavras da língua Portuguesa em unidades menores para um estudo mais detalhado, mas a pergunta que tem sido feita é: Por onde começar? Na nossa língua, existem ditongos, tritongos e hiatos. Quais seriam os parâmetros utilizados hoje em dia, e mais importante, quais seriam as novas regras a serem utilizadas, que entraram em vigor há pouco tempo? Vamos explorar estas questões e outras nos próximos capítulos, onde também fornecerei alguns exemplos para ilustrar os pontos mais obscurecidos. Vamos? Conceitos... A grande maioria dos alunos tem uma grande dificuldade em compreender os conceitos mais básicos dos estudos sobre a língua portuguesa, então comecemos aqui com um nome básico: Fonema Muitas pessoas agora poderiam se perguntar: O que exatamente é um fonema? A resposta para essa pergunta é simples. Como é óbvio, nossa língua possui uma cultura falada, mas hoje em dia é muito importante que as pessoas também possuam o domínio da língua escrita, logo, nos valemos de alguns símbolos para representar os sons de nossa fala (“fono” significa “som”). Fonema se trata de uma realidade acústica, diferente da letra que é uma representação escrita dos sons produzidos em nossa fala. O conjunto destes sons gera as palavras como as conhecemos hoje. Observemos alguns exemplos: ESPERANÇA A palavra esperança é bem conhecida dos leitores brasileiros, assim como os da língua portuguesa. Possui fonemas, obviamente. E também é composta por nove letras. O nosso alfabeto de hoje é composto pelo total de 26 letras, ao contrário de antigamente, quando era composto por 23 letras: A B C D E F G H I J K L M N O P Q R S T U V W X Y Z É importante ressaltar que as letras K, W e Y são utilizadas para nomes estrangeiros e para derivados de nomes estrangeiros, como podemos observar nos exemplos abaixo: George Gordon Byron – É o nome de um proeminente escritor britânico. Seu sobrenome é o mais conhecido mundialmente. Quando escrevemos seu nome em nossos textos, conservamos a letra Y, assim como quando queremos nos referir ao estilo do autor, então escreveríamos algo como: Byroniano. Nomes como Walter, Kenny, entre outros, permanecerão escritos como em seu país de origem. Outro ponto importante que não poderia deixar de ser mencionado, é que algumas medidas e termos que surgiram fora da língua portuguesa também manterão as letras originais, como é o caso de Kg, para os brasileiros é a medida de peso. Km, para quilômetros e assim por diante. Sobre o funcionamento das letras: No português, as palavras podem ser divididas em sons vocálicos ou consonantais. Uma vogal é caracterizada pela livre saída dos sons, sem que haja nenhuma interferência de algum órgão de nosso sistema fonador. Observem o exemplo abaixo: A – E – I – O – U Estas letras são as vogais na língua portuguesa. Não encontram nenhum tipo de interferência da língua ou dos lábios. Como um exercício, tentem pronunciá-las para perceber a diferença. Em contrapartida, temos os sons (fonemas) consonantais na língua portuguesa, tais como: B – C – D – F – G – H – I – J – K – L – M – N – P – Q – R – S – T – V – X – Z ...Encontram obstruções da língua, dos lábios e dos dentes. Outra característica dos sons consonantais é que eles precisam de uma vogal para que sejam pronunciados. Seria muito improvável pronunciar a letra “B” por exemplo, sem valer-se de outro som de alguma vogal. Ba, Be... etc. Além dos sons consonantais e vocálicos, temos o som das semivogais: W e Y. Em palavras como “DIREI” o som da letra “I” é o equivalente ao “Y”, “DIREY”, ou como pode vir a acontecer em palavras como “SARAU”, nas quais o som parece decrescer: “SARAW”. Em um primeiro momento, podemos observar que temos então três tipos básicos de fonemas na língua portuguesa: Vogais, consoantes e semivogais. Combinações... Quando combinamos as letras do alfabeto para que seja realizado um fonema, temos várias combinações possíveis. Observemos alguns exemplos logo abaixo: Chave / Passar / Ferro / Calha... Chamamos Dígrafo quando há duas consoantes em conjunto, mas que dão origem a um único som. Observem a palavra Chave, por exemplo. Não seria o mesmo se pronunciássemos algo como “chave”? Temos aí o que chamamos de dígrafo. A língua Portuguesa possui vários dígrafos. Passe a observá-los em suas próximas leituras como um exercício preliminar. Obs: Na língua portuguesa, há sete dígrafos: CH, LH, NH, RR, SS, QU e GU. E não devemos confundir os dígrafos com encontros consonantais como é o caso de Cravo, livro e em outras palavras onde as letras têm sons distintos. Outras combinações possíveis (encontros vocálicos) na língua portuguesa são os ditongos, tritongos e os hiatos. Observemos cada um com suas peculiaridades. Ditongo – é o encontro de duas vogais em uma sílaba, de forma que pode ser dividido em oral, nasal, crescente ou decrescente. ÃE – Pães, cães EU – Seu, meu AI – Pai, Vai IU – Sorriu, partiu ÃO – Alcorão, Sudão ÕE – Põe AU – Sarau, Berimbau ÓI – Caracóis, herói ÉI – Anéis, papéis OI – Foi, boi; EI – Eixo, queixo OU – Outro, outono ÉU – Céu, véu UI (Nasal) – Muito ÃI - Câimbra Como podemos observar, há dezesseis ditongos aqui. São o que chamamos de decrescentes por causa da semivogal depois de uma vogal plena. Além destes ditongos, também temos os ditongos crescentes, quando uma semivogal vem antes e a vogal plena depois: EO – Vídeo, plúmbeo UA - Quadrado EA – Rosácea UÃ – Quanto IA – Fria UE - Tênue IO – Fio UÉ - Eloquente IE – Espécie, UI - Liquidificador OA – Proa UO – Aquoso Algumas observações são necessárias antes que sigamos adiante com as explicações: a) O trema não mais existe, então as palavras diferenciar-se-ão com base no uso diário. b) O som como na palavra “Quanto” é nasalizado por causa da letra “N” logo após a vogal “A”. Finalmente, mas não menos importante, temos o tritongo, que como sugere o próprio nome, se trata da união de três sons vocálicos inseparáveis: Enxaguei – Tritongo decrescente e oral... Saguão – ditongo nasal crescente... Seguem as mesmas regras descritas até aqui. Hiatos... Os hiatos são encontros de vogais de sílabas diferentes: Saúde = Sa-ú-de Alaúde = A-la-ú-de... Por fim, tomemos especial cuidado com algumas palavras no Português, que possuem esta dupla articulação, ou seja, podem ser consideradas tanto hiatos como ditongos crescentes: Estória = Es-tó-ria ou Es-tó-ri-a Isto ocorre por que os encontros EA, IE, EO, AO, UA, EU, UO; em algumas vezes são átonos e finais, sendo seguidos ou não de “S” passarão por este mesmo processo. Fiquem atentos a estas mudanças! Espero que tenham gostado das explicações básicas a respeito dos encontros consonantais e vocálicos desta página, caso queriam saber sobre a separação silábica, há uma página específica para o assunto onde vocês encontraram esta. Busquem-na e façam uma boa leitura! E antes que fechem esta página, lembrem-se de conferir a nossa lista de livros eletrônicos para vestibulares com ofertais imperdíveis. Prof. Luigi C. Domani
Ditongo, tritongos, hiatos e dígrafos


Muitas pessoas se perguntam a respeito de como seria a maneira mais adequada de separar as palavras da língua Portuguesa em unidades menores para um estudo mais detalhado, mas a pergunta que tem sido feita é: Por onde começar?
Na nossa língua, existem ditongos, tritongos e hiatos. Quais seriam os parâmetros utilizados hoje em dia, e mais importante, quais seriam as novas regras a serem utilizadas, que entraram em vigor há pouco tempo? Vamos explorar estas questões e outras nos próximos capítulos, onde também fornecerei alguns exemplos para ilustrar os pontos mais obscurecidos. Vamos?

Conceitos...

A grande maioria dos alunos tem uma grande dificuldade em compreender os conceitos mais básicos dos estudos sobre a língua portuguesa, então comecemos aqui com um nome básico:
Fonema
Muitas pessoas agora poderiam se perguntar: O que exatamente é um fonema? A resposta para essa pergunta é simples. Como é óbvio, nossa língua possui uma cultura falada, mas hoje em dia é muito importante que as pessoas também possuam o domínio da língua escrita, logo, nos valemos de alguns símbolos para representar os sons de nossa fala (“fono” significa “som”).
Fonema se trata de uma realidade acústica, diferente da letra que é uma representação escrita dos sons produzidos em nossa fala. O conjunto destes sons gera as palavras como as conhecemos hoje. Observemos alguns exemplos:
ESPERANÇA
A palavra esperança é bem conhecida dos leitores brasileiros, assim como os da língua portuguesa. Possui fonemas, obviamente. E também é composta por nove letras.
O nosso alfabeto de hoje é composto pelo total de 26 letras, ao contrário de antigamente, quando era composto por 23 letras:

A B C D E F G H I J K L M N O P Q R S T U V W X Y Z
É importante ressaltar que as letras K, W e Y são utilizadas para nomes estrangeiros e para derivados de nomes estrangeiros, como podemos observar nos exemplos abaixo:
 George Gordon Byron – É o nome de um proeminente escritor britânico. Seu sobrenome é o mais conhecido mundialmente. Quando escrevemos seu nome em nossos textos, conservamos a letra Y, assim como quando queremos nos referir ao estilo do autor, então escreveríamos algo como: Byroniano.
Nomes como Walter, Kenny, entre outros, permanecerão escritos como em seu país de origem.
Outro ponto importante que não poderia deixar de ser mencionado, é que algumas medidas e termos que surgiram fora da língua portuguesa também manterão as letras originais, como é o caso de Kg, para os brasileiros é a medida de peso. Km, para quilômetros e assim por diante.

Sobre o funcionamento das letras:

No português, as palavras podem ser divididas em sons vocálicos ou consonantais. Uma vogal é caracterizada pela livre saída dos sons, sem que haja nenhuma interferência de algum órgão de nosso sistema fonador. Observem o exemplo abaixo:
A – E – I – O – U 
Estas letras são as vogais na língua portuguesa. Não encontram nenhum tipo de interferência da língua ou dos lábios. Como um exercício, tentem pronunciá-las para perceber a diferença.
Em contrapartida, temos os sons (fonemas) consonantais na língua portuguesa, tais como:
B – C – D – F – G – H – I – J – K – L – M – N – P – Q – R – S – T – V – X – Z
...Encontram obstruções da língua, dos lábios e dos dentes. Outra característica dos sons consonantais é que eles precisam de uma vogal para que sejam pronunciados. Seria muito improvável pronunciar a letra “B” por exemplo, sem valer-se de outro som de alguma vogal. Ba, Be... etc.
Além dos sons consonantais e vocálicos, temos o som das semivogais: W e Y. Em palavras como “DIREI” o som da letra “I” é o equivalente ao “Y”, “DIREY”, ou como pode vir a acontecer em palavras como “SARAU”, nas quais o som parece decrescer: “SARAW”.
Em um primeiro momento, podemos observar que temos então três tipos básicos de fonemas na língua portuguesa: Vogais, consoantes e semivogais.

Combinações...

Quando combinamos as letras do alfabeto para que seja realizado um fonema, temos várias combinações possíveis. Observemos alguns exemplos logo abaixo:
Chave / Passar / Ferro / Calha...
Chamamos Dígrafo quando há duas consoantes em conjunto, mas que dão origem a um único som. Observem a palavra Chave, por exemplo. Não seria o mesmo se pronunciássemos algo como “chave”? Temos aí o que chamamos de dígrafo. A língua Portuguesa possui vários dígrafos. Passe a observá-los em suas próximas leituras como um exercício preliminar.
Obs: Na língua portuguesa, há sete dígrafos: CH, LH, NH, RR, SS, QU e GU. E não devemos confundir os dígrafos com encontros consonantais como é o caso de Cravo, livro e em outras palavras onde as letras têm sons distintos.
Outras combinações possíveis (encontros vocálicos) na língua portuguesa são os ditongos, tritongos e os hiatos. Observemos cada um com suas peculiaridades.
Ditongo – é o encontro de duas vogais em uma sílaba, de forma que pode ser dividido em oral, nasal, crescente ou decrescente.
ÃE – Pães, cães                                 EU – Seu, meu                      
AI – Pai, Vai                                        IU – Sorriu, partiu                       
ÃO – Alcorão, Sudão                          ÕE – Põe
AU – Sarau, Berimbau                        ÓI – Caracóis, herói
ÉI – Anéis, papéis                               OI – Foi, boi;
EI – Eixo, queixo                                 OU – Outro, outono
ÉU – Céu, véu                                     UI (Nasal) – Muito
ÃI - Câimbra
Como podemos observar, há dezesseis ditongos aqui. São o que chamamos de decrescentes por causa da semivogal depois de uma vogal plena. Além destes ditongos, também temos os ditongos crescentes, quando uma semivogal vem antes e a vogal plena depois:

EO – Vídeo, plúmbeo                    UA - Quadrado
EA – Rosácea                                UÃ – Quanto 
IA – Fria                                         UE - Tênue
IO – Fio                                          UÉ - Eloquente
IE – Espécie,                                  UI - Liquidificador          
OA – Proa                                      UO – Aquoso

Algumas observações são necessárias antes que sigamos adiante com as explicações:
a)    O trema não mais existe, então as palavras diferenciar-se-ão com base no uso diário.
b)    O som como na palavra “Quanto” é nasalizado por causa da letra “N” logo após a vogal “A”.

Finalmente, mas não menos importante, temos o tritongo, que como sugere o próprio nome, se trata da união de três sons vocálicos inseparáveis:
Enxaguei – Tritongo decrescente e oral...
Saguão – ditongo nasal crescente...
Seguem as mesmas regras descritas até aqui.

Hiatos...

Os hiatos são encontros de vogais de sílabas diferentes:
Saúde = Sa-ú-de            Alaúde = A-la-ú-de...

Por fim, tomemos especial cuidado com algumas palavras no Português, que possuem esta dupla articulação, ou seja, podem ser consideradas tanto hiatos como ditongos crescentes:
Estória = Es-tó-ria ou Es-tó-ri-a
Isto ocorre por que os encontros EA, IE, EO, AO, UA, EU, UO; em algumas vezes são átonos e finais, sendo seguidos ou não de “S” passarão por este mesmo processo. Fiquem atentos a estas mudanças!
     

Espero que tenham gostado das explicações básicas a respeito dos encontros consonantais e vocálicos desta página, caso queriam saber sobre a separação silábica, há uma página específica para o assunto onde vocês encontraram esta. Busquem-na e façam uma boa leitura!
E antes que fechem esta página, lembrem-se de conferir a nossa lista de livros eletrônicos para vestibulares com ofertais imperdíveis.


Prof. Luigi C. Domani

Nenhum comentário:

Postar um comentário